
O Brasil voltou a registrar casos de mpox em 2026, e o número já passou de 140 confirmações, segundo dados da Agência Brasil e do Ministério da Saúde. A maioria dos casos está concentrada em São Paulo, mas há notificações em mais de doze estados, o que reacende a atenção das autoridades sanitárias.
Não é uma epidemia. Os casos são leves a moderados na maior parte, sem óbitos registrados até agora. Mas o aumento nos números justifica entender melhor o que é a mpox, como ela se transmite e o que fazer se aparecerem sintomas.
O que é a mpox e por que ela voltou a circular
A mpox, antes chamada de varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da varíola humana. Ela existe há décadas na África Central e Ocidental, mas ganhou atenção mundial em 2022 quando surtos se espalharam por vários países fora do continente africano, inclusive o Brasil.
O vírus não desapareceu. Ele continua circulando em baixa intensidade, e os novos casos de 2026 seguem esse padrão. A Fiocruz e o Ministério da Saúde mantêm monitoramento ativo, e os serviços de vigilância epidemiológica dos estados estão em alerta para identificar e isolar casos rapidamente. A mpox não é uma doença nova no Brasil, e o sistema de saúde já tem protocolos estabelecidos para lidar com ela.
Sintomas de mpox que costumam aparecer
O sinal mais característico da mpox é uma erupção cutânea que forma lesões parecidas com bolhas ou feridas. Essas lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, genitais ou ao redor do ânus, e costumam evoluir por etapas: primeiro viram manchas, depois bolhas com líquido, e por fim formam crostas antes de cicatrizar. O processo todo pode durar de duas a quatro semanas.
Antes ou junto com as lesões na pele, podem aparecer febre, dor de cabeça, cansaço intenso, dores musculares e nas costas, e gânglios linfáticos inchados, que são caroços no pescoço, axila ou virilha. Esse inchaço nos gânglios é um detalhe que diferencia a mpox de outras infecções com lesões parecidas. Os sintomas geralmente surgem entre 5 e 21 dias após o contato com o vírus. Se você notar esse tipo de lesão na pele, vale conversar com um médico antes de qualquer conclusão.
Como a mpox no Brasil 2026 se transmite
A transmissão acontece principalmente por contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada, especialmente com as lesões ativas. Fluidos corporais, sangue e mucosas também transmitem o vírus. Objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas usadas por alguém com mpox, podem ser uma via de contágio, embora menos comum.
Ao contrário do que muita gente pensa, a mpox não é uma doença exclusivamente sexual. Qualquer pessoa que tenha contato direto com um caso ativo pode se infectar. A pessoa transmite o vírus enquanto tiver lesões ativas na pele. Depois que todas as crostas caem e a pele cicatriza completamente, ela não é mais transmissora.
O que fazer para se proteger
A principal medida é evitar contato direto com pessoas que têm suspeita ou confirmação da doença. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, ou usar álcool em gel, ajuda a bloquear a transmissão por superfícies contaminadas. Existe vacina disponível contra a mpox no Brasil, indicada para grupos específicos com maior risco de exposição. Vale verificar com a unidade de saúde mais próxima se você se enquadra nos grupos prioritários.
Quando procurar atendimento médico
Vá a uma unidade de saúde se aparecerem lesões na pele sem causa aparente com febre; se os gânglios estiverem inchados junto com outros sintomas; ou se você tiver tido contato próximo com alguém confirmado ou suspeito de mpox nos últimos 21 dias. O diagnóstico é feito por exame clínico e coleta de material das lesões, disponível pela rede pública de saúde.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. As informações aqui apresentadas não substituem a consulta, o diagnóstico ou o tratamento médico profissional. Em caso de dúvidas sobre sua saúde, procure um médico ou profissional de saúde habilitado.
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Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico ou profissional de saúde. Se você tem dúvidas sobre sua saúde, consulte um especialista.
Mpox e imunidade: o que acontece depois da infecção
Após a infecção por mpox, o organismo desenvolve imunidade. Estudos indicam que a resposta imune após a infecção oferece proteção contra reinfecção, embora a duração exata dessa proteção ainda esteja sendo estudada. Pessoas vacinadas contra varíola antes de 1980 também têm algum nível de proteção cruzada, embora menor do que quem se vacinou especificamente contra mpox.
Existe vacina disponível contra mpox — a Jynneos, aprovada pelo FDA e pela ANVISA. No Brasil, a distribuição pelo SUS tem sido direcionada prioritariamente para grupos de maior risco. Se você acredita estar em grupo de risco e quer saber sobre elegibilidade para vacinação, a Unidade Básica de Saúde mais próxima é o ponto de partida.
O que fazer se suspeitar que teve contato com mpox
O período de incubação do mpox varia de 5 a 21 dias. Se você teve contato com alguém confirmado ou suspeito, monitorar a temperatura e o aparecimento de lesões na pele durante esse período é prudente. Evite contato íntimo com outras pessoas enquanto a situação não estiver esclarecida.
Em caso de suspeita, procure a UBS ou pronto-atendimento e informe ao profissional de saúde sobre o possível contato. A notificação é importante para a vigilância epidemiológica. Não tente diagnosticar sozinho — lesões de pele têm muitas causas, e a diferenciação exige avaliação médica.
Mpox em crianças: o que os pais precisam saber
Crianças podem ser infectadas pelo mpox, especialmente pelo contato próximo com pessoas infectadas no ambiente doméstico. Os sintomas são semelhantes aos dos adultos — febre, linfonodomegalia e lesões de pele — mas podem ser mais intensos em crianças pequenas e imunossuprimidas. Não existe tratamento antiviral específico amplamente disponível no Brasil para casos leves; o manejo é sintomático com hidratação e controle da dor e da febre. Em caso de suspeita, procure o pediatra ou a UBS — a notificação é obrigatória e ajuda a vigilância epidemiológica a monitorar a circulação do vírus.